sexta-feira, 30 de abril de 2010

Enem 2010 será realizado nos dias 6 e 7 de novembro (Folha Online)

da Agência Brasil
 


O MEC (Ministério da Educação) vai realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de inscrições. Geralmente o Enem é realizado em outubro, mas, por causa do primeiro e do segundo turnos das eleições, o calendário teve que ser alterado para novembro.
 
Com essa data, o resultado das provas deve estar disponível na primeira semana de janeiro para ser usado por instituições públicas de ensino superior como forma de ingresso. Em 2009, 51 aderiram ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que ofereceu 47,9 mil vagas.
 
O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2010 já estava marcado para o primeiro fim de semana de novembro e, devido ao Enem, deverá ser adiado.

 
Em 2009, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e 3,2 milhões fizeram as provas. A data para o início das inscrições de 2010 ainda não foi fechada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Em junho, o MEC fará uma nova rodada de inscrições do Sisu. Os alunos que tiverem interesse em disputar as vagas a serem oferecidas por instituições públicas de ensino superior vão usar a nota do Enem de 2009.

 
As 51 instituições que participaram da primeira edição do sistema manifestaram interesse em permanecer no processo, mas ainda não é possível saber quantas vão participar da etapa de junho, já que nem todas fazem processos seletivos duas vezes ao ano.


 
Fraude

No ano passado, o Ministério da Educação suspendeu a prova do Enem --que deveria ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro para 4,1 milhões de estudantes--, após o conteúdo das questões vazar. Uma nova empresa foi contratada para aplicar a prova, realizada nos dias 5 e 6 de dezembro com abstenção recorde e erro no gabarito oficial.

O vazamento do conteúdo provocou um prejuízo de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos, e com o adiamento, diversas universidades decidiram não usar o desempenho no exame como parte do processo seletivo.
 
O presidente do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, Reynaldo Fernandes, pediu demissão do cargo para permitir a "reestruturação do órgão".
 
 
Link para a reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728248.shtml

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Carreira: Ciência da Computação

Trabalho do cientista da computação está espalhado por toda parte. São eles que desenvolvem e mantêm a tecnologia a que temos acesso. Um dos maiores exemplos é a ferramenta de busca na internet.

Fernanda Bassette
Do G1, em São Paulo
 
 
O trabalho deles está por toda parte: em casa, na escola, no trabalho, nos bancos, nos locais públicos, enfim, por todo lado. São eles os responsáveis por desenvolver e manter boa parte da tecnologia a que temos acesso, mas quase ninguém se dá conta disso. Graduados em ciências da computação, esses profissionais são o tema do Guia de Carreiras do G1 desta terça-feira (24).
 
O objetivo dos cursos de ciências da computação é formar profissionais capacitados para atuar desde a concepção de um algoritmo (como uma receita de bolo para resolver um problema de informática) até a criação e administração de um software.

De forma mais simples, o cientista da computação é um criador de softwares (conjunto de produtos que inclui os programas para computadores e manuais, especificações, etc.). Ao lado do engenheiro da computação e do bacharel em sistemas de informação ou análise de sistemas, o cientista da computação promove a migração de métodos manuais de trabalho para a informatização e a automação.
 
Como a formação é bastante ampla, as áreas de atuação são muito variadas. O cientista da computação pode trabalhar com tecnologia agrícola, jogos eletrônicos, tecnologia para celulares, equipamentos eletrônicos e bancos de dados, entre outras áreas. "Ele não é um simples programador. Ele tem uma visão muito mais ampla do que é a computação, por isso desenvolve atividades mais específicas, que vão do hardware ao software", disse o professor Hermano Perrelli, vice-diretor do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).



Um bom exemplo de trabalho desenvolvido por um cientista da computação é a ferramenta de busca do Google. "Um site de buscas está embasado em uma sólida formação teórica da computação. Olhe para a busca do Google. Você digita uma palavra e em centésimos de segundos a busca está concluída. Agora pense na arquitetura que está por trás disso, pense no conjunto de coisas que permite ao usuário digitar uma palavra e aparecer várias coisas relacionadas com uma velocidade muito grande. Isto é trabalho de um cientista da computação", explicou Edson Norberto Cáceres, diretor de educação da Sociedade Brasileira de Computação e professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

 
 
Aptidão por ciências exatas


Antes de escolher a carreira ciências da computação, o vestibulando precisa estar ciente de que o curso é muito mais do que ter afinidade com jogos, MP3 ou computadores. "A formação básica é composta essencialmente por lógica e matemática pura. É preciso ter habilidade com ciências exatas. Se o candidato não souber entender uma regra de três, por exemplo, ele não vai conseguir levar o curso", disse a professora Renata Pontin de Mattos Fortes, coordenadora do curso de ciências de computação da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Renata, os dois primeiros anos do curso de ciência da computação possuem muitas disciplinas que envolvem matemática, cálculos, geometria, álgebra e lógica, o que muitas vezes pode assustar os alunos. "Tem muitos alunos que se decepcionam com o curso porque achavam que iam chegar na faculdade e fazer joguinhos", disse.

Geralmente, só depois do terceiro ano é que os futuros cientistas da computação terão contato com as disciplinas mais específicas do curso, que inclui formulação de projetos, linguagem de programação, engenharia de software, banco de dados, inteligência artificial, arquitetura de computadores, multimídia, computação gráfica, rede e sistemas, etc.
 
 
Link para a reportagem:
http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL25670-5604-2894,00.html

Carreira: Jornalismo

do Guia do Estudante Abril



O que aconteceu, quem está por trás do fato,quando ocorreu, onde, como e por quê. A resposta para cada uma dessas perguntas está estampa danos jornais, revistas, sites e até mesmo nas matérias que aparecem na televisão e no rádio. Desvendar fatos é o trabalho do jornalista, que sai às ruas diariamente atrás de histórias que são do interesse da sociedade. "O jornalista é o profissional que tem acesso a fontes de informação e as repassa a seus leitores, ouvintes e telespectadores", define Mauro Tagliaferri, correspondente da Record em Lisboa, Portugal. O jornalista é o profissional da notícia: ele descobre o fato, checa sua veracidade, escreve e edita reportagens e entrevistas, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam. Senso crítico, curiosidade e criatividade são essenciais na profissão. Um exemplo de sucesso resultante da conjugação dessas três características é o trabalho da jornalista Lina Cavalcante, que viu seu blog ser transformado em um quadro para um programa de televisão. "Quando mudei para Fortaleza, trabalhava a uns cinco quarteirões de casa e passava por um importante centro comercial. Como sempre gostei de moda, resolvi montar um blog com as peças que descobria nesse caminho. O que era uma coisa pequena se transformou em um projeto que deu certo." Assim como Lina, todo jornalista precisa desenvolver o faro para identificar o que é notícia e ter iniciativa para cavar o seu lugar no mercado. Mauro Tagliaferri deixa a dica: "Além de jornais, revistas e assessorias de imprensa, eu apostaria nas novas tecnologias, como a TV e o rádio digitais e a produção de conteúdo para internet e celular."


O mercado de trabalho

 A comunicação corporativa ou empresarial é uma área promissora para os recém-formados, pois ela oferece mais oportunidades de trabalho do que as redações de revistas, jornais e agências de notícias. Uma pesquisa com mil grandes empresas nacionais e estrangeiras, encomendada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), em 2008, revelou que cerca de 65% das companhais entrevistadas pretendem aumentar os investimentos em comunicação nos próximos anos, o que deve ampliar a procura por profissionais formados em Jornalismo.Segundo Ângela Schaun, coordenadora de Extensão do Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, as mídias digitais são outra área relevante para o graduado em Jornalismo. "Esse mercado está em expansão, já que proliferam a versão on-line das revistas segmentadas, as páginas das empresas na internet, os sites independentes e os blogs", diz ela. O profissional que optar por uma área específica do Jornalismo, como moda, ciência, saúde, meio ambiente e tecnologia, por exemplo, encontra espaço para atuar como redator setorizado, seja em mídia digital, seja na impressa. Os maiores empregadores continuam em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, mas cresce o número de oportunidades em cidades do interior, sobretudo da Região Sudeste.



O curso

As disciplinas básicas são língua portuguesa, economia, teoria da comunicação, filosofia, história da arte e sociologia. Matérias específicas também compõem o currículo, como jornalismo interpretativo e informativo, técnicas de redação e edição de texto, novas tecnologias de comunicação e design gráfico. Há aulas práticas de fotojornalismo, jornalismo impresso e on-line, rádio e TV. Em algumas escolas, o curso é oferecido como habilitação do curso de Comunicação Social. Os alunos precisam apresentar um trabalho de conclusão de curso para receber o diploma. Já o estágio, embora não seja obrigatório, é recomendável, pois pode abrir portas no mercado de trabalho.

Duração média: quatro anos.

Outros nomes: Comun. Soc. (gestão da comun. int.: jornalismo); Comun. Soc. (jornalismo); Comun. Soc. (jornalismo:ênf. em gestão da comun.); Comun. Soc. (jornalismo:ênf. em multim.).


O que você pode fazer:

Assessoria de imprensa

Promover o contato entre uma organização e a imprensa, a fim de divulgar o nome da empresa, seus valores e produtos. Elaborar publicações destinadas a funcionários, clientes e fornecedores.

Edição

Definir o enfoque e o tamanho da reportagem e escrever o texto final. Em veículos impressos e na internet, selecionar fotos e ilustrações que serão usadas. Em rádio e TV, combinar imagens e/ou sons numa mesma fita para dar forma final a documentários e noticiários.

Fotojornalismo

Fotografar cenas reais, pessoas e acontecimentos para reportagens em jornais, revistas ou internet.

Reportagem

Coletar informações e redigir textos para divulgação em rádio, televisão, jornais, revistas ou internet.
 
 
Link para a reportagem:
http://guiadoestudante.abril.com.br/profissoes/comunicacao-informacao/profissoes_279107.shtml

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Universidades federais veem ensino a distância como solução, mas especialistas divergem (R7)

Professores apontam problemas atuais da modalidade no país e defendem mudanças

Camila de Oliveira, do R7

Foto por Júlia Chequer/R7
Nesta terça-feira (27), a vice-presidente da Andifes (Associação de Reitores de Faculdade Federais), Ana Dayse Dórea, defendeu o uso da tecnologia na educação como solução para a deficiência no ensino no país. A declaração foi feita durante a apresentação do 2º Encontro Internacional de Reitores da Universia, que vai discutir propostas de reitores de toda a iberoamérica para o ensino superior nos dias 31 de maio a 1º de junho, no México.

Segundo Ana, que também é reitora da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), ainda há muito preconceito contra a EAD (educação a distância). Porém, com o número crescente de adeptos, essa modalidade se tornou um grande negócio para algumas instituições.

- Nós [universidades federais] não damos conta [da demanda apenas] com a educação presencial. Precisamos entender a proposta da EAD e fazer uma educação com qualidade no ensino superior.

Para reforçar a posição das federais, a reitora mencionou o programa de qualificação à distância lançado pelo governo para educadores do ensino básico da rede pública. O desafio no novo método de ensino é capacitar os 350 mil professores do ensino básico. Para Ana Dayse, a EAD é “tão boa quanto for o investimento destinado”.

O ensino a distância que é oferecido hoje no país, no entanto, sofre com improvisações. Em pesquisa divulgada em 2009 pela Unesco, as professoras Bernadete Gatti e Elba Siqueira de Sá Barreto, coordenadoras do estudo, afirmam que os programas de educação a distância no país ainda não têm supervisão e acompanhamento adequados.

Bernadete afirma que a EAD é uma grande ilusão para solucionar o problema do ensino no país. De acordo com a professora, esse método só é eficaz em cursos de extensão, como pós-graduação. E mesmo assim faz ressalvas.

- É preciso que o curso a distância tenha professores, orientadores e tutoria bem informados e com material didático de qualidade.

Bernadete defende a formação de educadores por meio de cursos semi-presencias, com contatos quinzenais, como o Pró-Formação, em desenvolvimento desde 1998 e com resultados positivos em Estados como Paraná e Mato Grosso.

- Achar que a EAD é uma solução para o país é correr atrás de mitos, assim como o que dizia que a TV e o rádio iriam educar, quando apareceram.


Longo prazo e cautela

O professor Gil da Costa Marques, coordenador de tecnologia da informação da USP (Universidade de São Paulo), concorda com o depoimento dado pela vice-presidente da Andifes.
 
Para ele, é preciso “ir com calma e a passos lentos” com o uso da tecnologia no país. Marques diz que é preciso pensar no método para a formação superior e ter um programa de estudo muito bem planejado. Nesse sentido, a EAD é uma solução para o longo prazo no país.

- Ensino a distância não é apenas distribuir apostilas, como vemos em algumas universidades. É preciso que a instituição aprenda como se faz e pratique de maneira cautelosa o novo ensino.

Para Marques, “é uma pena” que os cursos de pedagogia resistam ao EAD. Ele diz concordar com a reitora da Ufal, que defende que esta é uma solução para capacitar os 350 mil educadores sem curso superior.

Milton Pignatari Filho, coordenador do vestibular do Mackenzie e professor de economia da universidade a distância, diz que a EAD é uma ferramenta e não uma solução para o problema da educação no Brasil.

- É algo [EAD] que veio para ficar, para complementar. Para os cursos mais teóricos é viável, mas para os que exigem aula prática não é recomendado.

Pignatari defende a educação a distancia como um complemento ao ensino convencional.

- Capacitar educadores por meio do uso da tecnologia é recomendável somente até uma etapa, já que o professor precisa se familiarizar com ambiente de sala de aula e ter uma base teórica e prática. Pesquisa apenas teórica não é uma boa pesquisa.
 
 
Link para a reportagem:

Encontro entre reitores discutirá ensino (R7)

Mais de mil universidades debaterão propostas no final de maio

Do R7
 
 
O 2º Encontro Internacional de Reitores da Universia acontecerá durante os dias 31 de maio a 1º de junho, no México.

O evento será um ponto de encontro de mais de mil universidades que irão debater propostas para a melhora na qualidade do ensino superior nos países iberoamericanos.

Com o tema “Por um conhecimento da Ibero-Americano socialmente responsável”, os grupos de dirigentes das faculdades participantes irão analisar o futuro da universidade, as necessidades e exigências da sociedade, os valores sociais e a inovação no ensino, entre outros assuntos.
 
Um dos temas principais conversado pelas universidades de língua espanhola e portuguesa será a transferência da tecnologia para o desenvolvimento sustentável e os espaços universitários transnacionais.

Segundo Ignacio Berdugo, presidente do comitê organizador do encontro de Guadalajara, os desafios para o ensino acadêmico nesses países é a dificuldade de inclusão das classes menos favorecidas.

Berdugo defendeu o ensino a distância como uma experiência comum e benéfica a todos os países envolvidos. De acordo com ele, a heterogeneidade do sistema é um dos desafios que será debatido em Guadalajara.

A preocupação principal para o Brasil, segundo a reitora da Ufal, Ana Dayse Dórea, é garantir não só o acesso, mas a permanência dos alunos nas universidades. A reitora afirmou que a educação a distância e o uso de novas tecnologias na educação será uma das propostas levadas ao debate pelas universidades brasileiras.

Segundo o reitor da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), Herman Voorwald, a principal discussão para o país é financiamento da educação.

- O Brasil só estará entre as principais economias do mundo quando o investimento na educação for suficiente para suprir todas as necessidades básicas como aumento de vagas, bolsas, moradia estudantil e à tecnologia de ponta e pesquisa.

Ricardo Fasti, Diretor Geral do Universia Brasil, afirma que o encontro será o início do debate entre as academias.

- Cada reitor vai levar suas propostas de natureza político-educacionais, não vamos discutir sobre algo concreto e pontual. De uma primeira sugestão, adicionada a uma segunda, voltaremos com uma terceira proposta. Guadalajara é o princípio de uma série de debates, um catalisador de idéias.

Um espaço na internet já está disponível para professores, pesquisadores, colaboradores das universidades, estudantes e ex-alunos de diferentes países participarem com idéias e sugestões para o debate entre reitores.



Mais informações no site do encontro:
 
 
 
Link para a reportagem:
 
 
 
 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crise financeira pode fechar o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio (Folha Online)

da Agência Brasil

Um dos mais renomados centros de ensino de pós-graduação do país, o Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), corre o risco de fechar. A sua mantenedora, a Ucam (Universidade Cândido Mendes), passa por uma crise financeira que atrasou o pagamento do salários dos 21 professores. O último depósito foi feito em março, referente a novembro do ano passado.

"A Cândido Mendes está em uma crise muito séria. O reitor afirmou que não iria pagar salários este ano para a gente. Ao todo ficamos nove meses sem salários. Décimo terceiro e férias não nos pagam há muitos anos", disse o coordenador de Ensino do Iuperj, Carlos Antônio Costa Ribeiro.

Com 40 anos de existência e notas máximas na avaliação da Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) nos cursos de pós-graduação em sociologia e ciência política, o Iuperj é referência. Apesar de o instituto ser ligado a uma universidade privada, os alunos não pagam para estudar, pois são mantidos com recursos de bolsas do governo federal.

Para Ribeiro, a solução em curto prazo pode ser a concessão de bolsas pela Capes e, em médio prazo, a transformação do Iuperj em uma OS (organização social) desvinculada da Ucam, o que só ocorreria por volta de 2012.

"Em curto prazo, nós temos uma falta de recursos para pagar os salários dos professores. Caso não haja uma solução intermediária, é muito provável que o Iuperj feche", afirmou o professor.

Uma ação provisória, pelo menos quanto aos salários dos professores, pode ser um consórcio de bolsas, segundo o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães.
 
"Há o risco de essa instituição entrar em uma situação irreversível. Levamos o assunto ao ministro [da Educação] Fernando Haddad e ele autorizou que a Capes faça as negociações para dar, pelo menos em curto prazo, uma solução temporária, enquanto não sai algo mais definitivo, que eu penso ser a vinculação a uma universidade pública", afirmou o presidente da Capes.
 
Outra entidade interessada em encontrar uma solução para o Iuperj é a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo o Departamento de Comunicação da Finep, está sendo negociado um apoio financeiro para as linhas de pesquisa do instituto, até que ele se transforme em uma OS.

Enquanto isso, resta aos estudantes a incerteza sobre o futuro. Muitos são de outros estados para fazer a pós-graduação no instituto e agora não sabem se haverá aulas no próximo semestre. É o caso de Jéferson Mariano Silva, que veio de Belo Horizonte para cursar mestrado em ciência política. Representante dos alunos, ele diz que existe o temor do fechamento da instituição.
 
"As notícias que temos é que, para o próximo semestre, o Iuperj vai ter bastantes dificuldades financeiras para manter as pesquisas e as aulas. O quadro em curto prazo é decisivo para o futuro do instituto. Na ausência de uma solução rápida, é possível que não haja seleção para o próximo ano", lamentou o estudante.
 
 
Link para a reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u724312.shtml

MEC poderá rebaixar universidades federais (Folha Online)

Reportagem Local

As universidades federais, pela primeira vez, terão que cumprir metas de qualidade para manterem o título ou poderão ser rebaixadas a centros universitários. A informação é de Antônio Gois em reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

De acordo com o texto, as mudanças constam de resolução que será votada em maio pelo Conselho Nacional de Educação. Há consenso sobre a inclusão das federais no sistema de credenciamento e a exigência, para as atuais universidades, de manterem ao menos três programas de mestrado e um de doutorado.

No setor privado, muitas universidades ostentam esse título sem cumprir exigências em vigor, como ter 1/3 dos docentes atuando em dedicação exclusiva --45% desrespeitam essa exigência, segundo o Censo da Educação Superior 2008 (último disponível). O MEC diz que começou a cobrar essas instituições e que pode puni-las.

Estudo feito pelo conselheiro Edson Nunes com base em dados da Capes (órgão do MEC) mostra que 59% das particulares e 15% das federais não se enquadrariam hoje na regra de ter ao menos um doutorado e três mestrados.
 
 
Link para a reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u725911.shtml

domingo, 25 de abril de 2010

Mulheres ainda têm pouco reconhecimento no trabalho, diz especialista (Portal Exame)

Em áreas onde a presença masculina é maior, elas se concentram em posições organizacionais mais baixas e ganham menos

Vanessa Barbosa, de EXAME.com
 
São Paulo - Tão ou mais bem preparadas que seus pares masculinos, as mulheres continuam em desvantagem na conquista de espaço no mercado de trabalho . A começar pela remuneração: em média 30% menor do que a deles. Por quê? Para responder a essa e outras questões sobre a inserção feminina no mercado, conversamos com a cientista social e pesquisadora do Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre a Mulher e Gênero da UFRGS Adriana Paz. Confira:
 
Exame - Em linhas gerais, como a senhora explica a diferença de remuneração entre homens e mulheres no mercado de trabalho?

Adriana Paz - O principal fator é cultural. A mulher está segmentada no mercado, em setores que a sociedade define sendo majoritariamente femininos, como os de educação, saúde e serviço social. Tratam-se de funções que remetem a esfera doméstica, ao trabalho da mulher em casa, cuidando dos filhos, do marido, enfim, de todos os familiares. Por remeterem à funções domésticas, essas carreiras são menos valorizadas e as remunerações são mais baixas também. O fato das mulheres de destacarem nessa áreas não representa um progresso significativo nem uma vitória feminina.
 
Exame - Nas áreas onde são mais presentes, as mulheres ganham até 25% a mais que os homens. Porém, os ganhos masculinos, nos setores onde são maioria, podem ser até 70% maiores que os femininos. O que isso nos diz?

Adriana Paz - Indica uma estratégia de discriminação e desqualificação do trabalho realizado pela mulher. As diferenças salariais por sexo são observáveis entre as carreiras e dentro das carreiras. Há uma relação direta entre concentração feminina e baixos salários: carreiras com maior presença feminina são piores remuneradas e aquelas com menor participação de mulheres são mais bem pagas. Quanto maior a participação de mulheres no contingente de profissionais de determinado campo, menores disparidades salariais ocorrerão. Por outro lado, a menor presença feminina numa profissão assegura maior disparidade salarial.

Exame - Qual a participação das mulheres nos setores majoritariamente masculinos?

Adriana Paz - Quando inseridas em áreas onde a presença masculina é maior, as mulheres, em geral, ocupam posições mais baixas, subalternas, na hierarquia da organização e, consequentemente, auferem menores rendimentos. É curioso observar que a desigualdade salarial é maior nos grupos etários mais velhos, acima de 39 anos, do que entre os mais jovens. No início da carreira, ambos estão em postos de mesma hierarquia, contudo, no decorrer da carreira elas enfrentam barreiras para ascenderem a postos mais elevados, de decisão e de direção, motivo pelo qual se estabelece a discrepância de rendimentos por gênero.
 
Exame - Hoje as mulheres são maioria nos bancos de escolas e faculdades. São tão ou mais bem preparadas que os homens, e ainda assim encontram dificuldades para se inserir no mercado de forma igualitária. Por que isso acontece?

Adriana Paz - Apesar dos resultados positivos e das conquistas, ainda há muito preconceito contra a mulher, e muitas dúvidas sobre sua capacidade de se entregar ao trabalho. Geralmente, os diretores de empresas enxergam que o homem tem mais disponibilidade no trabalho, para viajar e realizar hora extra. Já a mulher é vista como uma profissional que tem compromissos domésticos, e se tiver filhos, a situação complica, porque a responsabilidade dentro de casa se torna ainda maior. Muitas mulheres acabam desistindo da sua carreira para evitar prejuízos a família. Além disso, toda a estrutura organizacional das empresas é predominantemente masculina. Dessa forma, as chances de avanços nas carreiras ocorrem mais para homens do que para mulheres.

Exame - Os cargos de chefia e alta gerência costumam ser os mais difíceis para a mulher alcançar. E quando chegam lá, elas encontram muitas dificuldades..

Adriana Paz - O comando feminino de maneira geral é fato bastante recente nas organizações. Até o momento, ele requer, de um lado, a aceitação dos padrões masculinos de carreira esperados pelas empresas, por parte das mulheres que desejam desempenhá-lo e, de outro, a aceitação e a legitimação da autoridade feminina, por parte dos homens. Tanto funcionários homens quanto mulheres questionam a autoridade dela, que permanentemente tem que provar sua competência.
 
 
Link para a reportagem:
 
http://portalexame.abril.com.br/carreira/noticias/mulheres-ainda-tem-pouco-reconhecimento-trabalho-diz-especialista-552692.html

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Em algumas profissões, mulheres já ganham mais

Cibele Gandolpho

Do Diário do Grande ABC



Homens que sempre ganharam mais que as mulheres, em todas as profissões, começaram a ver a situação se inverter nos últimos anos. Dados do Ministério do Trabalho mostram que as trabalhadoras têm mudado esse quadro. Em 2008, por exemplo, no Amapá e no Distrito Federal, os salários mais altos eram delas.

No entanto, mesmo ocupando cargos similares, homens e mulheres ainda possuem remunerações diferentes, mas não em algumas profissões. A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios realizada pela Catho Online e divulgada neste mês mostra as posições em que a remuneração feminina alcança valor maior que a de seus pares masculinos.

O ranking é liderado pela professora com doutorado, que ganha até 25% mais do que os professores no mesmo nível de aperfeiçoamento. Em seguida, aparecem as áreas de modelismo/estilista e gerentes de hotel, com salários 22% maiores do que os homens que ocupam as mesmas funções. Terapêuta ocupacional (fisioterapia) aparece com 19%, seguida de professora e recepcionista de hotel, ambas com 16% de vantagem.

Ainda vale destacar outras profissões, como repórter (9% de diferença a favor das mulheres), bibliotecário (6%), estagiário de enfermagem (13%) e arquiteto pleno (3%).

De acordo com Marco Soraggi, diretor da pesquisa salarial da Catho Online, nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. "Elas se destacam em profissões onde estão mais presentes, como nas áreas de moda, letras, psicologia, enfermagem, recursos humanos, nutrição, entre outras", afirma.

A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios foi realizada no período de 1º a 27 de fevereiro com mais de 175 mil pessoas e cerca de 21 mil empresas em 3.550 cidades de todo o Brasil. O estudo é atualizada a cada quatro meses e traz dados de mais de 1.800 cargos, de 215 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 22 regiões geográficas do País, além de sete faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Para a headhunter Ana Paula Luzigui, um dos motivos que têm feito os salários femininos passarem os masculinos em algumas áreas é que as brasileiras estão estudando mais. "A geração de cargos com maior escolaridade beneficia o sexo feminino porque a economia vem gerando empregos com mais qualidade e a mulher tem mais capacidade de ocupar esses cargos", destaca.
 
 
Link para a reportagem:
http://www.dgabc.com.br/News/5805876/em-algumas-profissoes-mulheres-ja-ganham-mais.aspx

Carreira: Pedagogia

do Guia do Estudante Abril

O trabalho do pedagogo extrapola os limites da sala de aula. O profissional cujo foco é a educação busca métodos que tornam a aprendizagem viável e prazerosa. "Trabalhamos na relação ensino-aprendizagem, fazendo com que o aluno aprenda e que o professor torne o aprendizado mais eficaz possível", afirma a pedagoga Liane Toggetti, coordenadora de ensino infantil e fundamental I do Colégio Rio Branco, unidade Higienópolis, de São Paulo. Para isso, o pedagogo busca as novidades nos lugares mais variados. Pode ser dentro da escola ouvindo os professores ou em outros locais, como museus, biblioteca sou em encontros com profissionais de outras escolas. Além disso, o trabalho do pedagogo não se limita apenas aos bancos da escola. Ele pode atuar em empresas de recursos humanos, editoras, órgãos do governo (estabelecendo e fiscalizando a legislação), organizações não governamentais e, ainda, na inclusão de crianças com necessidades especiais e na educação a distância. Apesar de as atribuições mais comuns serem lecionar e trabalhar na administração escolar, a área de coordenação pedagógica é a que mais absorve pedagogos.

A cargo desse setor, o profissional verifica o cumprimento de currículos escolares e zela para que eles estejam de acordo com as diretrizes educacionais obrigatórias estabelecidas pelos governos. "Atuo com o professor, organizando os conteúdos e verificando se eles estão seguindo também a metodologia aplicada na escola", afirma Liane. O profissional pode trabalhar ainda em equipes multidisciplinares, com psicopedagogos, psicólogos e fonoaudiólogos. Em algumas ocasiões também realiza projetos com os pais, visando sempre à melhoria da educação do aluno. O dia a dia costuma ser bem agitado. Na maioria das escolas, os coordenadores e os professores definem dois planejamentos. Um com metas anuais e outro com as mensais. A cada semana há reuniões para avaliar se o que foi planejado está sendo colocado em prática de maneira satisfatória. "É um trabalho contínuo. Propomos novas atividades, ouvimos o que os professores têm a dizer e assim vamos construindo o conhecimento",avalia a coordenadora do Colégio Rio Branco.
 
 
O mercado de trabalho
 
O campo de atuação para o pedagogo é amplo. Há oportunidades no magistério em instituições privadas e públicas, nesse último caso, sempre por meio de concursos. Há também vagas para pedagogos na gestão de escolas e de sistemas de ensino em secretarias de Educação em nível municipal e estadual. Uma frente relativamente nova, a de educação não formal, apresenta cada vez mais oportunidades de trabalho para pedagogos em associações de bairro, movimentos sociais e ONGs. Em empresas privadas, o profissional também marca presença. "Nos últimos anos, vem firmando-se a tendência de Companhias dos mais diversos perfis recorrerem ao trabalho do graduado em Pedagogia em processos como os de treinamento em recursos humanos", destaca Luzia Siqueira Vasconcelos, coordenadora do curso da PUC-Campinas. Em hospitais, a existência de brinquedotecas é obrigatória, e, portanto, o profissional pode atuar nessas instituições, auxiliando crianças doentes que enfrentam internação prolongada. Além disso, os graduados nesse curso também podem trabalhar como arte-educadores, utilizando técnicas artísticas como colagens e escultura no ensino de jovens e crianças. O trabalho dos pedagogos é ainda valorizado em editoras, que contratam os profissionais para coordenar ou acompanhar o processo de publicação de obras didáticas e paradidáticas.
 
 
O curso
 
O acréscimo de um ano no ensino fundamental– que passou a incluir o que antes era o último ano do ensino infantil – mexe com a estruturados cursos de Pedagogia. Com isso, as escolas estão tendo de rever a grade curricular do curso,porque agora elas têm, obrigatoriamente, de incluir a formação de professores para as séries iniciais, o que exige o aumento da carga horária.Ainda assim, a partir de agora, o graduado sai sem nenhuma habilitação específica. A carga maior do curso, que dura em média quatro anos, é na área de ciências humanas e sociais aplicadas. Além de metodologias específicas, você estuda a estrutura e o funcionamento do sistema de ensino, princípios e métodos de administração escolar e novas tecnologias educacionais. Para orientação educacional, há aulas de psicologia e metodologia. O currículo inclui, ainda, disciplinas optativas, que permitem ao aluno complementar sua formação em filosofia, história ou artes. Algumas instituições mantêm cursos com um foco específico, como educação infantil, educação especial e licenciatura indígena. Além disso, outras escolas oferecem cursos como comércio e administração, construção civil e eletrônica, que formam professores. O estágio é obrigatório.

Outros nomes: Arte-Educação; Comércio e Adm.; Constr. Civil;Educ. do Campo; Educ. Especial; Educ. Infantil; Educ. nas Org.;Eletrôn.; Ens. da Arte na Diversidade; Licenciatura Indígena.


O que você pode fazer Administração escolar

Gerenciar estabelecimentos de ensino, supervisionando o uso e a manutenção das instalações, além dos recursos humanos, materiais e financeiros necessários ao funcionamento.

Ensino

Lecionar nas quatro primeiras séries do ensino fundamental.


Educação especial

Desenvolver material didático e ministrar aulas para crianças e adultos portadores de deficiência mental, visual, auditiva ou que apresentem outros problemas de comunicação.


Orientação educacional

Dar assistência aos estudantes, orientando-os e ajudando-os no processo de aprendizado, com o uso de métodos pedagógicos e psicológicos.


Pedagogia empresarial

Desenvolver projetos educacionais, sociais e culturais para empresas, ONGs e outras instituições privadas.


Supervisão educacional

Orientar professores e educadores e avaliar seu trabalho, para melhorar e garantir a qualidade do ensino.


Treinamento de recursos humanos

Desenvolver programas de treinamento para os funcionários de uma empresa.
 

Na escolha do colégio, pedagogia em 2º plano (Estadão)

Pesquisa mostra que pais dão mais valor à infraestrutura física e ao atendimento

Luciana Alvarez - O Estadao de S.Paulo


Os coordenadores se esforçam para apresentar detalhadamente os projetos pedagógicos de suas escolas em reuniões e palestras, mas na hora da escolha, os pais não percebem as diferenças entre os vários discursos. Eles levam em conta mesmo se os banheiros são limpos, se as salas de aula estão organizadas, a cordialidade de quem os atendeu ao telefone e, é claro, a classificação no ranking do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A falha na comunicação entre pais e escolas foi detectada por uma pesquisa qualitativa da Meio Ponto, empresa de estudos educacionais. Em 2009, foram ouvidos diretores e coordenadores de 16 escolas paulistanas de elite. Em janeiro deste ano, foram entrevistadas oito famílias que escolheram agora uma nova escola.

"O mais importante para os pais são as informações visuais, como conservação, organização, aparência dos funcionário", afirma a educadora Renata Rubano, autora da pesquisa. "A escolha nunca tem como base a proposta pedagógica. A metodologia de cada colégio fica indiferenciada."

O estudo mostrou que os representantes dos colégios não gostam quando os pais aparecem com listas de itens predeterminados, mas também não conseguem se fazer compreender. "Os rótulos pedagógicos atrapalham o entendimento", diz Renata.

Angustia. Todos os pais entrevistados relataram que o período de escolha é angustiante. "Eles querem a escola perfeita e buscam uma escola para toda a vida, para não precisar mais se preocupar com isso", diz a pesquisadora. Mas a escolha não deve ser definitiva.

Ivone Neuber, mãe de gêmeos de 11 anos, não precisou nem sequer de um ano letivo para perceber que havia feito a opção errada. Na semana passada, antes de completar três meses de aula, transferiu Rodrigo para a Escola Viva, onde Thomaz já estudava.

"Eles são diferentes, achei que se dariam bem em lugares diferentes", conta a mãe. Mas uma das escolas, apesar da ótima fama, não tinha um perfil que combinava com a família.

Os pais planejavam uma viagem na Páscoa para as cidades históricas de Minas Gerais, mas a quantidade de trabalhos e conteúdo para estudar era tão grande que o passeio teria de ser cancelado. "Achei demais para um menino de apenas 11 anos", diz Ivone. "O Rodrigo estava angustiado com tanta cobrança e me perguntei se a gente queria mesmo aquilo." A resposta foi "não".

Os pais já haviam decidido tirar Rodrigo e Thomaz da escola anterior, em período integral, para suavizar o ritmo dos meninos.

A tradição, a fama, a localização são os fatores que mais acabam pesando na hora da escolha. Em meio a tantas opções de escolas, muitos pais se esquecem de perguntar que tipo de valores eles esperam do colégio.
 
"Não basta saber se tem artes na escola. Tem de perguntar como a arte é vista; que tipo de arte se estuda; se a abordagem é o ensino da técnica ou o desenvolvimento da criatividade", afirma Renata.

Os pais também tem de levar em consideração os desejos e características dos filhos. "Quem escolhe é o pai, mas a gente vai trabalhar com o aluno", afirma o diretor da escola Hugo Sarmento, João Mendes de Almeida.
 
Segundo ele, cada vez mais os pais têm a responsabilidade sobre o tipo de educação que recebem as crianças. "Antes, até existia aquela escola que dizia que ela é que sabia o que era bom para o aluno e pronto, não aceitava questionamento. Hoje não dá mais", diz.
 
Em meio a um período de tantas dúvidas, os sites das escolas estão sendo usados como ferramentas que ajudam na decisão. Antes mesmo de visitar, os pais podem acompanhar a rotina escolar, saber que tipo de atividades são feitas e quais os resultados delas.

"Hoje todo mundo entra nos sites várias vezes", diz Renata. O atendimento que os pais recebem desde o primeiro contato também é fundamental. "Se prometem ligar e não ligam, a escola acaba descartada."

 
DICAS:

Refletir

Os pais precisam saber o que desejam para seus filhos, que tipo de aprendizagem eles valorizam em uma escola. Não adianta um pai liberal colocar o filho em uma escola com regras muito rígidas
 
Conhecer o filho

Cada filho tem uma personalidade; os pais precisam reconhecer as necessidades da criança para saber que tipo de escola é mais adequada para o perfil dela

Perguntar

Ao visitar uma escola, os pais devem perguntar "como" e "por que" as coisas são feitas daquela forma. Às vezes, só a aparência pode dar a ideia errada

Baixar a expectativa

O melhor é reconhecer logo de início que não existe escola perfeita; isso diminui a pressão da escolha
 
Escolher sempre

Nenhuma escolha é definitiva e a escola tem de ser sempre reavaliada. Nem sempre a melhor opção no maternal vai ser a melhor também no ensino médio.
 
 
 
Link para a reportagem:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100329/not_imp530548,0.php

Quer mudar de carreira? Aposte no planejamento (R7)

Antes de mudar, é importante saber o que incomoda no atual trabalho

Do R7
 
Insatisfação, baixos salários, competitividade e alta carga horária são apenas alguns dos motivos apresentados por profissionais que, depois de alguns anos trabalhando em uma área, resolvem mudar o rumo de suas carreiras. Mais do que coragem, quem decide mudar de profissão precisa de uma boa dose de planejamento.

- Primeiro a pessoa tem de saber o que tanto a incomoda em seu atual trabalho. Saber o que causou a insatisfação e o que ficou pendente. Às vezes só mudar de foco dentro da própria área já resolve, analisa a psicóloga e especialista em orientação profissional Giselle Mueller Roger Welter.

Para a especialista – que trabalha como consultora e terapeuta – o profissional que decide escolher uma nova carreira precisa saber que a mudança provavelmente não terá resultado imediato. “Trata-se de um projeto de pelo menos dois anos. Além da nova qualificação – alcançada por um curso ou uma pós-graduação - a pessoa vai ter de reconstituir sua rede de contatos e buscar uma oportunidade de emprego em um mercado que ela desconhece.”

- Antes de começar a transição, o profissional deve avaliar suas necessidades financeiras, responsabilidades e contas fixas. Para facilitar a mudança, uma opção é escolher um curso que possa ser conciliado com o trabalho atual. É preciso pensar também no tempo em que se pode ficar sem emprego e fazer uma reserva de dinheiro antes de trocar de carreira. O importante é focar os esforços na transição e não desanimar, diz a especialista.
 
 
Link para a reportagem:
http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/quer-mudar-de-carreira-aposte-no-planejamento-20090920.html

Carreira: Enfermagem

Viviane Macedo, da Catho
Gostar de gente: essa é uma condição sine qua non para o profissional de Enfermagem. Sua função é cuidar de pessoas enfrentando as situações mais variadas da vida, muitas vezes em momentos de dor e adversidade, por isso é necessário ter amor pela profissão. Claro que as técnicas são imprescindíveis. Mas, além delas, o enfermeiro precisa ter sensibilidade para tratar as pessoas.



Na universidade, o futuro profissional de Enfermagem terá noções técnicas, humanísticas e éticas que o transformam num generalista, e não mais em um técnico (como acontecia anos atrás). As próprias universidades passaram a enxergar a necessidade desse tripé na formação do enfermeiro. 

A profissão de Enfermagem tem três categorias: o enfermeiro (profissional com nível superior), o auxiliar e o técnico de enfermagem (ambos com cursos profissionalizantes de nível médio). As três categorias formam a equipe de enfermagem, em que o enfermeiro é o líder.


SUPERIOR E TÉCNICO

O curso superior em Enfermagem tem duração de quatro anos. Formado, o profissional tem autonomia para realizar todas as atividades inerentes à profissão, desde as mais simples até as mais complexas. Tais atividades estão dispostas na lei que regulamenta a profissão (7498/86).

Há também a possibilidade de fazer um curso técnico de nível médio para se tornar auxiliar ou técnico de Enfermagem. Nesses casos, o curso dura dois anos. "Os técnicos e auxiliares de Enfermagem exercem a profissão sob supervisão e coordenação do enfermeiro, executando atividades profissionais menos complexas", explica o presidente do COFEN – Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Néri.


PERFIL PROFISSIONAL

O profissional precisa estar constantemente atualizado, porque, como a maioria das profissões, a área de Enfermagem passa por modificações freqüentes em métodos e técnicas. "O profissional de Enfermagem precisa atender às necessidades de um mercado que preza pela qualificação, considerando as novas tecnologias como obrigatoriedade", aponta a professora-coordenadora do curso de Enfermagem da Universidade Anhembi Morumbi, Ariadne Fonseca.

E para quem pretende ingressar nessa carreira, Ariadne considera que algumas características são muito importantes para o sucesso. "É preciso ser criativo, comunicativo, dinâmico, ético, responsável, organizado, gostar de lidar com pessoas, ter bom senso. Além de saber ouvir e posicionar-se na hora certa."


O MERCADO DE TRABALHO

Néri afirma que o mercado para esse profissional está aquecido. "O mercado de trabalho na área de Enfermagem ainda tem um campo abrangente e consegue absorver a maioria dos profissionais recém-formados", diz.

Ariadne explica que o mercado é bem diversificado, e que o profissional tem várias opções de escolha. "O enfermeiro pode desenvolver atividades assistenciais na rede básica/ambulatorial em programas de atenção primária, secundaria e terciária; pode atuar na assistência hospitalar, tanto no cuidado direto com o paciente como no gerenciamento do cuidado e das instituições de saúde; pode atuar como consultor e auditor na área de saúde, como também pode ser profissional autônomo em clínicas de home care [cuidados prestados em casa]. Pode ainda ser docente ou atuar em outras áreas mais específicas", lista a professora.  


CUIDADO NA HORA DA ESCOLHA

Segundo Néri, um dos problemas enfrentados hoje na área de Enfermagem é a proliferação de cursos no ensino privado. Ele alerta que é necessário saber escolher a instituição na hora de buscar a qualificação exigida. "É preciso zelar pela qualidade destes cursos. O profissional de Enfermagem lida diretamente com a vida humana, portanto precisa ter qualidade na formação", afirma.


Link para a reportagem:
http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=9005

Crise não abala a carreira de economia (R7)

Há cerca de 50 cursos universitários no país; salários iniciais vão de R$ 3.000 a R$ 6.000


Rafael Sampaio, do R7
 
Apesar de o Brasil ter passado por desastrosos planos econômicos e do cenário de crise mundial, a carreira de economista continua em alta e prestigiada. A procura pelo curso tem aumentado na última década, assim como o número de instituições que o oferece. Há cerca de 50 cursos no país, entre eles, PUC, USP, FGV (Fundação Getulio Vargas), Unicamp, Mackenzie, Cândido Mendes e Federal do Rio Grande do Sul.

Entre as disciplinas que o estudante vai encontrar no curso estão macroeconomia, microeconomia, formação econômica do Brasil, história econômica, história do pensamento econômico, economia brasileira contemporânea, matemática e estatística.

O graduado poderá trabalhar em diferentes segmentos que envolvem planejamento econômico e financeiro, geralmente em empresas de grande porte, setor bancário e vários segmentos econômicos e financeiros ligados à área governamental. Segundo o professor de economia do Mackenzie (SP), Milton Pignatari Filho, em geral, o mercado de trabalho é estável, mas há momentos de crise.

- Um curso de pós-graduação que busca a formação crítica e não apenas o conhecimento pode ser importante para melhorar o currículo do graduado. Os cursos que oferecem isso são os de economia de empresas, economia gerencial e gestão de risco.

Além do tradicional curso de economia, há a graduação em economia doméstica. Com quatro anos de duração, o curso ensina o aluno a planejar programas sociais em diversas áreas, com o objetivo de promover o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida da comunidade.



Duração mínima: cinco anos

Estágio: não é obrigatório

Média salarial: R$ 3.000 no mercado financeiro; R$ 6.000 em cargo técnico de banco ou estatal.

Tipo de trabalho: analisar dados e questões do mercado global.

Atuação: empresas privadas, órgãos públicos e ONGs
 
Link para reportagem:
http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/crise-nao-abala-a-carreira-de-economia-20090920.html