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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nova regra determina que apenas alunos que fizeram Enem poderão pedir Fies (Folha Online)

da Agência Brasil
da Reportagem Local




O MEC (Ministério da Educação) divulgou nesta segunda-feira, no "Diário Oficial da União", as novas regras para o Fies (Financiamento ao Estudante do Ensino Superior). As inscrições foram abertas nesta segunda-feira, e serão feitas exclusivamente pela internet, por meio do SisFies (Sistema Informatizado do Fies).

De acordo com a portaria, a partir de 2011, somente alunos que fizeram o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderão pedir financiamento para o ensino superior. Quem quiser se candidatar ao Fies ainda este ano não precisa comprovar participação no Enem.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, a obrigatoriedade de fazer o Enem para o candidato ao Fies a partir de 2011 só vale para quem ainda não começou o curso. Um aluno que, por exemplo, solicitar o financiamento quando estiver no segundo ano, não terá que se submeter ao Enem.

Ainda de acordo com o ministro, a vinculação do Fies ao exame foi feita porque a ideia é que o Enem substitua, a partir de 2011, a prova do Enade que é feita aos alunos que acabaram de ingressar no ensino superior.

Outra novidade no Fies é que o estudante poderá solicitar o financiamento em qualquer período do ano. As bolsas representam 50%, 75% ou 100% do valor da mensalidade. As inscrições serão feitas apenas para cursos com avaliação positiva no Sinaes (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior) cujas instituições tenham aderido ao Fies.


Fies

O novo Fies terá juros de 3,4% ao ano, prazo de quitação de três vezes a duração do curso e a carência de 18 meses após a formatura para iniciar os pagamentos. Estudantes formados em cursos de licenciatura, que atuarem como professores da rede pública de educação básica, e de medicina, que atuarem como médicos do programa Saúde da Família, poderão abater 1% da dívida para cada mês trabalhado.

A exigência do fiador ainda é obrigatória, mas o MEC estuda a criação de um fundo garantidor, a partir da contribuição de 10% das instituições do valor do financiamento. O desenho do fundo está em análise e deve estar à disposição dos estudantes no segundo semestre.
 
 
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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Enem 2010 será realizado nos dias 6 e 7 de novembro (Folha Online)

da Agência Brasil
 


O MEC (Ministério da Educação) vai realizar o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) nos dias 6 e 7 de novembro. A expectativa é de que a edição deste ano tenha 6 milhões de inscrições. Geralmente o Enem é realizado em outubro, mas, por causa do primeiro e do segundo turnos das eleições, o calendário teve que ser alterado para novembro.
 
Com essa data, o resultado das provas deve estar disponível na primeira semana de janeiro para ser usado por instituições públicas de ensino superior como forma de ingresso. Em 2009, 51 aderiram ao Sisu (Sistema de Seleção Unificada), que ofereceu 47,9 mil vagas.
 
O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) de 2010 já estava marcado para o primeiro fim de semana de novembro e, devido ao Enem, deverá ser adiado.

 
Em 2009, 4,1 milhões de estudantes se inscreveram no Enem e 3,2 milhões fizeram as provas. A data para o início das inscrições de 2010 ainda não foi fechada pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

Em junho, o MEC fará uma nova rodada de inscrições do Sisu. Os alunos que tiverem interesse em disputar as vagas a serem oferecidas por instituições públicas de ensino superior vão usar a nota do Enem de 2009.

 
As 51 instituições que participaram da primeira edição do sistema manifestaram interesse em permanecer no processo, mas ainda não é possível saber quantas vão participar da etapa de junho, já que nem todas fazem processos seletivos duas vezes ao ano.


 
Fraude

No ano passado, o Ministério da Educação suspendeu a prova do Enem --que deveria ocorrer nos dias 3 e 4 de outubro para 4,1 milhões de estudantes--, após o conteúdo das questões vazar. Uma nova empresa foi contratada para aplicar a prova, realizada nos dias 5 e 6 de dezembro com abstenção recorde e erro no gabarito oficial.

O vazamento do conteúdo provocou um prejuízo de aproximadamente R$ 45 milhões aos cofres públicos, e com o adiamento, diversas universidades decidiram não usar o desempenho no exame como parte do processo seletivo.
 
O presidente do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem, Reynaldo Fernandes, pediu demissão do cargo para permitir a "reestruturação do órgão".
 
 
Link para a reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u728248.shtml

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Universidades federais veem ensino a distância como solução, mas especialistas divergem (R7)

Professores apontam problemas atuais da modalidade no país e defendem mudanças

Camila de Oliveira, do R7

Foto por Júlia Chequer/R7
Nesta terça-feira (27), a vice-presidente da Andifes (Associação de Reitores de Faculdade Federais), Ana Dayse Dórea, defendeu o uso da tecnologia na educação como solução para a deficiência no ensino no país. A declaração foi feita durante a apresentação do 2º Encontro Internacional de Reitores da Universia, que vai discutir propostas de reitores de toda a iberoamérica para o ensino superior nos dias 31 de maio a 1º de junho, no México.

Segundo Ana, que também é reitora da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), ainda há muito preconceito contra a EAD (educação a distância). Porém, com o número crescente de adeptos, essa modalidade se tornou um grande negócio para algumas instituições.

- Nós [universidades federais] não damos conta [da demanda apenas] com a educação presencial. Precisamos entender a proposta da EAD e fazer uma educação com qualidade no ensino superior.

Para reforçar a posição das federais, a reitora mencionou o programa de qualificação à distância lançado pelo governo para educadores do ensino básico da rede pública. O desafio no novo método de ensino é capacitar os 350 mil professores do ensino básico. Para Ana Dayse, a EAD é “tão boa quanto for o investimento destinado”.

O ensino a distância que é oferecido hoje no país, no entanto, sofre com improvisações. Em pesquisa divulgada em 2009 pela Unesco, as professoras Bernadete Gatti e Elba Siqueira de Sá Barreto, coordenadoras do estudo, afirmam que os programas de educação a distância no país ainda não têm supervisão e acompanhamento adequados.

Bernadete afirma que a EAD é uma grande ilusão para solucionar o problema do ensino no país. De acordo com a professora, esse método só é eficaz em cursos de extensão, como pós-graduação. E mesmo assim faz ressalvas.

- É preciso que o curso a distância tenha professores, orientadores e tutoria bem informados e com material didático de qualidade.

Bernadete defende a formação de educadores por meio de cursos semi-presencias, com contatos quinzenais, como o Pró-Formação, em desenvolvimento desde 1998 e com resultados positivos em Estados como Paraná e Mato Grosso.

- Achar que a EAD é uma solução para o país é correr atrás de mitos, assim como o que dizia que a TV e o rádio iriam educar, quando apareceram.


Longo prazo e cautela

O professor Gil da Costa Marques, coordenador de tecnologia da informação da USP (Universidade de São Paulo), concorda com o depoimento dado pela vice-presidente da Andifes.
 
Para ele, é preciso “ir com calma e a passos lentos” com o uso da tecnologia no país. Marques diz que é preciso pensar no método para a formação superior e ter um programa de estudo muito bem planejado. Nesse sentido, a EAD é uma solução para o longo prazo no país.

- Ensino a distância não é apenas distribuir apostilas, como vemos em algumas universidades. É preciso que a instituição aprenda como se faz e pratique de maneira cautelosa o novo ensino.

Para Marques, “é uma pena” que os cursos de pedagogia resistam ao EAD. Ele diz concordar com a reitora da Ufal, que defende que esta é uma solução para capacitar os 350 mil educadores sem curso superior.

Milton Pignatari Filho, coordenador do vestibular do Mackenzie e professor de economia da universidade a distância, diz que a EAD é uma ferramenta e não uma solução para o problema da educação no Brasil.

- É algo [EAD] que veio para ficar, para complementar. Para os cursos mais teóricos é viável, mas para os que exigem aula prática não é recomendado.

Pignatari defende a educação a distancia como um complemento ao ensino convencional.

- Capacitar educadores por meio do uso da tecnologia é recomendável somente até uma etapa, já que o professor precisa se familiarizar com ambiente de sala de aula e ter uma base teórica e prática. Pesquisa apenas teórica não é uma boa pesquisa.
 
 
Link para a reportagem:

Encontro entre reitores discutirá ensino (R7)

Mais de mil universidades debaterão propostas no final de maio

Do R7
 
 
O 2º Encontro Internacional de Reitores da Universia acontecerá durante os dias 31 de maio a 1º de junho, no México.

O evento será um ponto de encontro de mais de mil universidades que irão debater propostas para a melhora na qualidade do ensino superior nos países iberoamericanos.

Com o tema “Por um conhecimento da Ibero-Americano socialmente responsável”, os grupos de dirigentes das faculdades participantes irão analisar o futuro da universidade, as necessidades e exigências da sociedade, os valores sociais e a inovação no ensino, entre outros assuntos.
 
Um dos temas principais conversado pelas universidades de língua espanhola e portuguesa será a transferência da tecnologia para o desenvolvimento sustentável e os espaços universitários transnacionais.

Segundo Ignacio Berdugo, presidente do comitê organizador do encontro de Guadalajara, os desafios para o ensino acadêmico nesses países é a dificuldade de inclusão das classes menos favorecidas.

Berdugo defendeu o ensino a distância como uma experiência comum e benéfica a todos os países envolvidos. De acordo com ele, a heterogeneidade do sistema é um dos desafios que será debatido em Guadalajara.

A preocupação principal para o Brasil, segundo a reitora da Ufal, Ana Dayse Dórea, é garantir não só o acesso, mas a permanência dos alunos nas universidades. A reitora afirmou que a educação a distância e o uso de novas tecnologias na educação será uma das propostas levadas ao debate pelas universidades brasileiras.

Segundo o reitor da Unesp (Universidade Estadual de São Paulo), Herman Voorwald, a principal discussão para o país é financiamento da educação.

- O Brasil só estará entre as principais economias do mundo quando o investimento na educação for suficiente para suprir todas as necessidades básicas como aumento de vagas, bolsas, moradia estudantil e à tecnologia de ponta e pesquisa.

Ricardo Fasti, Diretor Geral do Universia Brasil, afirma que o encontro será o início do debate entre as academias.

- Cada reitor vai levar suas propostas de natureza político-educacionais, não vamos discutir sobre algo concreto e pontual. De uma primeira sugestão, adicionada a uma segunda, voltaremos com uma terceira proposta. Guadalajara é o princípio de uma série de debates, um catalisador de idéias.

Um espaço na internet já está disponível para professores, pesquisadores, colaboradores das universidades, estudantes e ex-alunos de diferentes países participarem com idéias e sugestões para o debate entre reitores.



Mais informações no site do encontro:
 
 
 
Link para a reportagem:
 
 
 
 

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Crise financeira pode fechar o Instituto Universitário de Pesquisas do Rio (Folha Online)

da Agência Brasil

Um dos mais renomados centros de ensino de pós-graduação do país, o Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), corre o risco de fechar. A sua mantenedora, a Ucam (Universidade Cândido Mendes), passa por uma crise financeira que atrasou o pagamento do salários dos 21 professores. O último depósito foi feito em março, referente a novembro do ano passado.

"A Cândido Mendes está em uma crise muito séria. O reitor afirmou que não iria pagar salários este ano para a gente. Ao todo ficamos nove meses sem salários. Décimo terceiro e férias não nos pagam há muitos anos", disse o coordenador de Ensino do Iuperj, Carlos Antônio Costa Ribeiro.

Com 40 anos de existência e notas máximas na avaliação da Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) nos cursos de pós-graduação em sociologia e ciência política, o Iuperj é referência. Apesar de o instituto ser ligado a uma universidade privada, os alunos não pagam para estudar, pois são mantidos com recursos de bolsas do governo federal.

Para Ribeiro, a solução em curto prazo pode ser a concessão de bolsas pela Capes e, em médio prazo, a transformação do Iuperj em uma OS (organização social) desvinculada da Ucam, o que só ocorreria por volta de 2012.

"Em curto prazo, nós temos uma falta de recursos para pagar os salários dos professores. Caso não haja uma solução intermediária, é muito provável que o Iuperj feche", afirmou o professor.

Uma ação provisória, pelo menos quanto aos salários dos professores, pode ser um consórcio de bolsas, segundo o presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães.
 
"Há o risco de essa instituição entrar em uma situação irreversível. Levamos o assunto ao ministro [da Educação] Fernando Haddad e ele autorizou que a Capes faça as negociações para dar, pelo menos em curto prazo, uma solução temporária, enquanto não sai algo mais definitivo, que eu penso ser a vinculação a uma universidade pública", afirmou o presidente da Capes.
 
Outra entidade interessada em encontrar uma solução para o Iuperj é a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo o Departamento de Comunicação da Finep, está sendo negociado um apoio financeiro para as linhas de pesquisa do instituto, até que ele se transforme em uma OS.

Enquanto isso, resta aos estudantes a incerteza sobre o futuro. Muitos são de outros estados para fazer a pós-graduação no instituto e agora não sabem se haverá aulas no próximo semestre. É o caso de Jéferson Mariano Silva, que veio de Belo Horizonte para cursar mestrado em ciência política. Representante dos alunos, ele diz que existe o temor do fechamento da instituição.
 
"As notícias que temos é que, para o próximo semestre, o Iuperj vai ter bastantes dificuldades financeiras para manter as pesquisas e as aulas. O quadro em curto prazo é decisivo para o futuro do instituto. Na ausência de uma solução rápida, é possível que não haja seleção para o próximo ano", lamentou o estudante.
 
 
Link para a reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u724312.shtml

MEC poderá rebaixar universidades federais (Folha Online)

Reportagem Local

As universidades federais, pela primeira vez, terão que cumprir metas de qualidade para manterem o título ou poderão ser rebaixadas a centros universitários. A informação é de Antônio Gois em reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).

De acordo com o texto, as mudanças constam de resolução que será votada em maio pelo Conselho Nacional de Educação. Há consenso sobre a inclusão das federais no sistema de credenciamento e a exigência, para as atuais universidades, de manterem ao menos três programas de mestrado e um de doutorado.

No setor privado, muitas universidades ostentam esse título sem cumprir exigências em vigor, como ter 1/3 dos docentes atuando em dedicação exclusiva --45% desrespeitam essa exigência, segundo o Censo da Educação Superior 2008 (último disponível). O MEC diz que começou a cobrar essas instituições e que pode puni-las.

Estudo feito pelo conselheiro Edson Nunes com base em dados da Capes (órgão do MEC) mostra que 59% das particulares e 15% das federais não se enquadrariam hoje na regra de ter ao menos um doutorado e três mestrados.
 
 
Link para a reportagem:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u725911.shtml

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Novo Fies deve receber inscrições a partir da próxima semana, diz MEC (G1)

Milhares de alunos ainda não conseguiram fazer a solicitação.
Quase 490 mil estudantes são beneficiados por financiamento estudantil.
 
Do G1, em São Paulo*
 
 
O novo Programa de Financiamento Estudantil (Fies) deve receber inscrições a partir da próxima semana, informou o Ministério da Educação (MEC), em nota, na noite desta terça-feira (20).

O ministro da pasta, Fernando Haddad, disse em Belo Horizonte que a presidência da República deve editar uma medida provisória que definirá as regras do programa. Ainda segundo a nota, as mensalidades serão fixas ao longo de todo o período do financiamento.

Haddad participa do 15° Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino. O ministro disse que, tão logo publicada a medida provisória, será aberto um período de testes e que, a partir daí, na próxima semana, as inscrições estarão abertas.

Atraso

O ano letivo começou já há algum tempo nas universidades, porém as inscrições do Fies ainda não estão abertas. Em uma universidade particular em Belo Horizonte, três mil estudantes aguardam para fazer a solicitação do benefício. A partir deste ano, entre as alterações feitas no programa, a taxa de juros caiu de 6,5% para 3,4% ao ano.

O prazo de quitação da dívida também ficou menor. Por exemplo, em um curso que durava quatro anos, o estudante tinha oito para pagar as prestações. Agora o prazo será de doze anos. Atualmente, quase 490 mil alunos são beneficiados pelo financiamento estudantil.

Link para a reportagem:
http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/04/novo-fies-deve-receber-inscricoes-partir-da-proxima-semana-diz-mec.html

domingo, 18 de abril de 2010

MEC vai reduzir nomes de cursos universitários (Guia do Estudante)

Proposta quer criar lista para padronizar as carreiras de graduação no país; hoje, há mais de 5 mil cursos


da redação

Qual a diferença entre Engenharia da Computação, Engenharia de Softwares e Software e Tecnologia? Em muitos casos, só o nome, já que muitas universidades adotam nomenclaturas distintas para as mesmas graduações. Para acabar com essa confusão, o Ministério da Educação (MEC) acerta os detalhes finais de portaria que pretende padronizar os nomes dos cursos.

A pasta estima que existam, atualmente, mais de 5 mil nomes diferentes de cursos em todo o Brasil. A proposta é reduzir para 97 nomes – mas o número final ainda pode variar até a finalização da portaria.
Os primeiros cursos a mudarem serão os das engenharias, que hoje são oferecidos com 258 nomenclaturas diferentes. O ministério trabalha com a possibilidade de reduzir esse número para 28.

Os nomes vêm sendo definidos desde junho de 2009, em um processo que envolveu consultas públicas. A Secretaria de Ensino Superior (Sesu) pretende, também, definir currículos comuns para esses cursos.
 

“O objetivo é organizar as nomenclaturas, e não pôr camisa de força nos cursos. As instituições podem criar cursos, desde que contenham diferenças substanciais em relação a algum já existente”, explica Paulo Wollinger, da Sesu.

Para a pasta, a padronização facilitaria intercâmbios de alunos entre as faculdades e facilitaria a vida dos formados. Ainda não está claro se as universidades serão obrigadas a seguir as nomenclaturas, ou se elas serão apenas ‘sugestões’.

Na Universidade de Brasília (
UnB), por exemplo, o curso deEngenharia
 de Energia deveria passar a se chamar Engenharia de minas. A decana de graduação, Márcia Abrahão, rejeita a idéia. “Não tem nada a ver”, disse.


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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ensino a distância atrai 1 em cada 5 estudantes (Estadão)


Estudo confirma tendência de crescimento da metodologia em que aulas são dadas em parte na internet

Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo



Dados do Ministério da Educação mostram que um em cada cinco novos alunos de graduação no País ingressam em um curso a distância. Ou seja: cerca de 20% dos universitários já estudam entre aulas na internet e em polos presenciais. Os números indicam um rápido avanço da modalidade, ainda pouco conhecida da maioria da população.
O grande impulso para o crescimento do modelo semi-presencial – apesar do nome, aulas totalmente a distância são proibidas pela legislação – foi dado pelo próprio governo, com a criação da Universidade Aberta do Brasil, em 2005. A instituição tem 180 mil vagas em cursos superiores oferecidos em parceria com universidades federais.
No mês passado, a Universidade de São Paulo (USP), que até então resistia em adotar o modelo, lançou junto com o governo do Estado seu primeiro curso a distância, uma licenciatura em Ciências voltada também para formação de professores. A primeira turma a distância da Universidade Estadual Paulista (Unesp) começou suas aulas neste semestre.
“Os estudantes são atraídos pela versatilidade, modularidade e capacidade de inclusão que a metodologia oferece”, afirma o pesquisador Fábio Sanchez, autor do levantamento e um dos coordenadores do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância. Por outro lado, a modalidade exige autonomia do estudante, porque as aulas são construídas por meio de tecnologias como fóruns de discussão, videoconferências e chats pela internet.
Algumas avaliações também podem ser feitas online, mas as provas devem ser presenciais, assim como parte do conteúdo das aulas e atendimentos com os professores. “A tendência é que a educação presencial e EAD se misturem cada vez mais no futuro”, afirma Sanchez.
Por enquanto, o modelo a distância tem mantido taxas altas de crescimento (50% ao ano, em média), enquanto o avanço da graduação presencial tende a se estabilizar (3,5% em 2008). Além da presença forte no setor público, diversas universidades e faculdades privadas adotaram nos últimos anos o modelo a distância, tanto na graduação quanto na pós.
“A graduação EAD vai crescer cada vez mais porque o presencial não consegue atender todo mundo”, explica Marta Maia, professora da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo e membro do conselho científico da Associação Brasileira de Ensino a Distância. “A modalidade atrai pessoas que trabalham para sustentar a família, têm mais de 30 anos ou que moram em cidades onde não há universidades. E no Brasil há muita gente com esse perfil.”

Desempenho. Na avaliação do o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, o Brasil ainda passa por um processo de aceitação e conhecimento do que é a modalidade. “A EAD é um fenômeno mundial e aqui no Brasil ainda demorou para se estabelecer.” Ele cita o resultado das avaliações do ensino superior conduzidas pelo ministério que mostram desempenho semelhante e em alguns casos superior dos estudantes de EAD em relação ao alunos de cursos presenciais.


Mesmo assim, há resistência de gestores que organizam concursos públicos e conselhos de classe. Em fevereiro, a Justiça Federal suspendeu uma resolução do Conselho Federal de Biologia que proibia a concessão de registro profissional para alunos formados a distância.

Link para a reportagem: 


quinta-feira, 8 de abril de 2010

No sudeste, oito universidades públicas planejam abertura de cursos (G1)

Unifesp, USP, Uerj e Unifei são exemplos. 

Érica Polo e Fernanda Calgaro
Do G1, em São Paulo


Algumas entre as maiores universidades públicas da região sudeste do país estudam a inclusão de novos cursos em suas grades curriculares, segundo levantamento feito pelo G1. 

Uma delas é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que pretende inaugurar no ano que vem um campus, em Osasco, próximo à capital paulista, cujo foco será a área de negócios.

Os cursos que a universidade tem a intenção de oferecer são administração, ciências contábeis, ciências econômicas, ciências atuariais e relações internacionais. 

De acordo com o pró reitor de graduação da Unifesp, Miguel Jorge, a instituição espera a liberação das vagas de docentes e funcionários dos cursos aprovados pelo Ministério da Educação (MEC). “Para que o campus seja inaugurado em 2011, precisamos nomear os funcionários até 3 de julho, porque estamos em ano eleitoral. Para cumprir esse cronograma, as vagas dos profissionais têm de ser liberadas até o final de março, para haver tempo de organizar os concursos”, explica.

As carreiras previstas para esse campus são novidade na instituição. Jorge diz que a Unifesp separa os campi por áreas de atuação. Por exemplo, entre eles, o de Santos, no litoral do estado de São Paulo, tem cursos voltados à área da saúde. Já em São José dos Campos, os alunos se formam em carreiras ligadas às áreas de tecnologia e engenharia.

Na Universidade Federal do ABC (UFABC), a ideia é ampliar o elenco de cursos de formação específica, oferecidos após os bacharelados de ciência e tecnologia e ciência e humanidades. “Não sabemos ainda se ocorrerá em 2011 ou 2012, estamos estudando”, diz o reitor Helio Waldman.

Esses dois bacharelados são os cursos base para quem passa no vestibular da instituição e duram três anos cada um. Depois de concluí-los, os alunos optam pelas especializações, com duração de um ano cada, exceto as engenharias, com período de dois anos.

Após concluir o bacharelado em ciência e tecnologia, atualmente, o universitário encontra 17 opções, entre elas as engenharias e matemática. Segundo Waldman, está em avaliação incluir engenharia do petróleo ou engenharia do carbono neste grupo de alternativas. Neurociências deve surgir como mais uma opção e poderá ser escolha dos alunos que cursarem quaisquer dos dois bacharelados iniciais.
 A Universidade de São Paulo (USP) também terá uma novidade. A graduação em educomunicação foi aprovada em novembro do ano passado pelo conselho universitário, deve ser oferecido a partir de 2011 e totalizará 30 vagas no período noturno, disse o chefe do departamento de Comunicação e Artes, Ismar de Oliveira Soares. 
 Esse profissional, segundo a USP, poderá desempenhar, por exemplo, o papel de assessor a serviço das secretarias de comunicação das escolas, utilizando as linguagens da comunicação, artes e tecnologias de informação para melhorar a expressão comunicativa na comunidade escolar. "O educomunicador poderá levantar questões importantes, que preocupam psicólogos por exemplo, e promover encontros com os pais para discussões", exemplifica Soares.

Também em solo paulista, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) estuda incluir um curso de direito à grade. 

   

Rio de Janeiro

Na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a novidade é o bacharelado de turismo no campus de Teresópolis, que deve ser oferecido já a partir de agosto deste ano. O curso é fruto de uma articulação entre a Faculdade de Economia, a Faculdade de Comunicação Social, o Instituto de Geografia e o Departamento de História.

“A ideia é dar continuidade no processo de interiorização da Uerj e atender a uma área com demanda turística do estado do Rio de Janeiro”, afirma o professor Glaucio Marafon, coordenador do curso de geografia.
 Para preencher as 40 vagas, nos turnos da tarde e da noite, será feito um vestibular especial, num modelo diferente do atual da Uerj. Ainda não há data definida, mas a previsão é que o processo seletivo aconteça nesta semestre.


Minas Gerais

Para o vestibular do fim deste ano, a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) terá mais três opções de engenharia no campus de Itajubá: energia (70 vagas), civil (30) e aeronáutica (25).
  
Segundo o pró-reitor de graduação, Alexandre Barbosa, a escolha das especialidades é o aumento de demanda por esses profissionais.

“O curso de engenharia aeronáutica procurará enfocar um aspecto de tecnologia mais avançada necessária ao desenvolvimento do país.”

A Federal de Juiz de Fora (UFJF) discute a criação do curso de ciências contábeis para ingresso em 2011. No entanto, a abertura depende ainda da aprovação dos conselhos de unidade e superior da instituição.  

A Universidade Federal de Alfenas (Unifal) deve oferecer em breve quatro cursos novos no campus Alfenas: medicina (40 vagas), terapia ocupacional (40), filosofia (40) e serviço social (40).

Segundo a Pró-reitoria de Graduação, a abertura dos cursos não tem data porque a instituição está na dependência daliberação de recursos do Ministério da Educação (MEC).

Cada proposta foi pensada com objetivos específicos. No caso de medicina, a Unifal pretende formar profissionais generalistas, que atendam ao modelo de saúde da família. Por conta disso, haverá também a implantação da residência em Medicina da Família e Comunidade, que beneficiará quem trabalha no SUS, por exemplo.

Os cursos de serviço social e terapia ocupacional visam a atender as cidades no sul de Minas Gerais, que, segundo a Unifal, tem tido aumento na demanda por esses profissionais.

Outro curso que está em estudo, mas numa fase mais inicial, é a graduação em educação física. A pró-reitoria afirma ainda que as discussões incluem os campi de Poços de Caldas e Varginha. 


Link para a reportagem: